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domingo, 26 de junho de 2011

Resumno do texto de PierreLevy- "Nós somos o texto"

Resumo do texto: Tecnologias Intelectuais e modos de conhecer: Nós somos o texto
Pierre Lévy

O que acontece quando lemos ou escutamos um texto? Ele nos toma de forma que transcede a leitura visual e ou auditiva e intelectual.Antagonicamente não lemos ou escutamos, negligenciamos aquilo que está registrado, ouvimos o que já existe interiormente. Costuramos passagens que se correspondem na busca do sentido a que se propõe o título.

Nossas vivências e expectativas nos torna produtores do texto no momento que o atualizamos, seguindo ou não as instruções do autor. Temos autonomia para construir dobras, tomar caminhos transversais, transceder sua essência. O trabalho da leitura é de rasgar, ferir, abrir um meio vivo onde possa desplugar-se o sentido. Impossível o sentido sem o contato com o texto, é na relação com o que lemos que produzimos o que sentimos.

Porém, entendemos o sentido literal do texto, interpretamos e intertextualizamos – textos, imagens, fatos, vídeos, sentimentos – que já preexiste em nosso saber.

Nesse momento não é seu sentido que importa, mas sua construção em nós mesmos. Desta forma, do texto nada mais resta, ele nos direciona à reflexão de nossos modelos de mundo.Nos debruçamos sob textos, permitimos o movimento de fragmentos textuais e por vezes esses ensinamentos, esses oráculos não são intenções do autor, nem a unidade semântica viva do texto. Eles respaldam ou não as concepções e significados que temos e somos.

As tecnologias intelectuais, reorganizam a economia ou a ecologia intelectual em seu conjunto e modificam seu entorno a função cognitiva a qual pressupunha-se somente assistir e reforçar.A escrita permite registro da lembrança com efeito, a escrita cruza uma distância entre o saber e o sujeito.: escritura ( tecnologia intelectual) X memória ( função cognitiva).

No início os textos alfabéticos propiciavam mudanças nos papéis da escrita e da leitura. Os dispositivos hipertextuais constituem uma reificação, da exteriorização dos processos de leitura. Não é mais o leitor que segue as instruções da leitura e se desloca no texto, mas é de hoje em diante um texto móvel, que torna e retorna à vontade do leitor. O texto ganha dobras, caminhos, gera despertamento, acorda para saberes lineares a ler ou não, permitindo um movimento de distanciamento do texto e um retorno ao mesmo, sem sair dele. Os multimedias ou hiperdocumentos conteporâneos, promovem uma navegação nova em reserva semiótica antiga – retomamos os signos inventados para outros suportes (escrituras diversas, cartas ou esquemas estáticos, imagens de vídeos, sons gravados ) e colocamos em rede.

Os pesquisados que faz proliferar os cenários, explorando modelos numéricos(digitais), e a criança que joga vídeo game experimentam ambos, a escritura do futuro, a linguagem de imagens interativas, a ideografia dinâmica que permitirá simular os mundos.
A história cruzada de suportes materiais e da relação do saber, poderia ser assim representada:
1º tipo: nas sociedades que antecedeu a escrita – saber mítico e ritual
2º tipo: advento da leitura – o saber é carregado pelo livro (bíblia, corão, textos sagrados, clássicos, filosóficos, etc.).
3º tipo: prensa- enciclopédia – o saber é carregado pela biblioteca, rede de remissões.
4º tipo: desterritorialização da biblioteca – hipertexto.

”O saber é tomado pelas coletividades humanas, o portador direto do saber não seria mais a comunidade física e sua memória carnal, mas o cyberspace, região dos mundos virtuais por intermédio da qual esta comunidade conhecia seus objetivos e se conhecia a ela mesma com inteligencia coletiva.”

“Em suma as cosmopedias do século XXI não fariam mais as pessoas girarem em torno do saber mas o saber em torno das pessoas.”

O conhecimento é o fundamento do poder, a relação entre capacidades de aprender e de inventar e sustentar o poder econômico, logo é preciso colocar em obra formas não excludentes de relação com o saber. Todas as ferramentas do cyberspace são utopias a serem discutidas para a construção da inteligência coletiva.

“NÓS SOMOS O TEXTO”. A medida que somos texto vivo, nossa cultura , nosso saber nos garantirão a liberdade que sonhamos.

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